Os desafios do suinocultor

A profissão é desafiadora, de altos e baixos. No ano passado o Brasil produziu 4,4 milhões de toneladas produzidas, ocupando o 4º lugar mundial, atrás de China, Reino Unido e Estados Unidos. Nas exportações foram 1,024 milhão de toneladas exportadas, também 4º lugar mundial. São 1.970.611 matrizes alojadas e um rebanho total na casa de 40,6 milhões de porcos. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
No último ano o país viu produção e exportações crescerem puxados pela demanda chinesa e de países ainda afetados pela Peste Suína Africana. Por aqui boas notícias com a retirada da vacinação contra febre aftosa em estados importantes para a atividade como Rio Grande do Sul, parte de Mato Grosso e o Paraná, o que deve abrir mais mercados. Santa Catarina é o maior produtor nacional e junto com o Paraná têm o status de livres de Peste Suína Clássica (PSC). O Brasil desenvolve um projeto-piloto em Alagoas, com vacinação contra a doença.
Apesar dos bons resultados o que vem pressionando a atividade são os altos custos de produção, impulsionados pela alta dos grãos. No ano passado houve acúmulo recorde de elevação de custos.
Segundo a Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias), da Embrapa, o ICPSuíno terminou o ano de 2020 com alta de 47,28%, marcando 375,17 pontos, sendo que em dezembro de 2019, o índice era de 238,75 pontos. Somente os custos com a alimentação dos animais subiram 42,05% no ano passado. O custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina está em uma média de R$ 7.

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